Se você odeia IA na música.
Ou se você preferir sua arte feita por humanos reais com mãos e corações.
Esta é a semana para se esconder debaixo das cobertas.
Spotify e Universal Music Group assinaram um acordo na quinta-feira. Eles estão fazendo parceria em um novo recurso que permite aos ouvintes criar covers e remixes gerados por IA diretamente no aplicativo.
Imagine Finalmente de Etta James.
Agora misture tudo com o bop de 2010 de Justin Bieber, Baby.
Transforme-o em música folclórica.
Ou país.
É isso que esta ferramenta promete fazer.
Você terá que pagar por isso
Não se preocupe. Não chegará para a assinatura de todos amanhã. Ou hoje.
Será um complemento pago para membros do Spotify Premium. O preço? Indeciso. A data de lançamento? Também desconhecido. O Spotify disse que está construindo isso com base no consentimento e no crédito. Alex Norström, co-CE0, insiste que haverá compensação para os artistas e compositores envolvidos. Lucian Grainge, da UMG, acrescentou que se trata de apoiar a arte humana. Aprofundando o relacionamento com os fãs. Ganhar mais dinheiro para os criadores.
Parece legal?
Talvez.
Mas considere a visão alternativa.
Billie Eilish falou contra esta tecnologia.
Billy Corgan também.
O mesmo aconteceu com Jon Bon Jovi.
O medo não é novo.
A interseção de código e refrão assusta muita gente nesse ramo.
“O que estamos construindo é baseado no crédito… dos artistas participantes.”
Justo.
Mas quem decide se a música deles será misturada com Bieber?
Não está claro.
Artistas que possuem seus masters – como Taylor Swift ou Beyoncé – podem ter poder de veto. Outros? Talvez nem tanto.
Isso te incomoda?
Ou você quer apenas a versão country de At Last?
Ninguém sabe ainda quando você realmente conseguirá. Ou quanto custará para confundir a linha entre a edição dos fãs e a capa real.
Nós apenas esperamos.
E ouça.
E me pergunto o que o algoritmo irá preparar a seguir.





















