A velha história é simples. Você reserva o sofá de um estranho. Uma cama, talvez uma pia de cozinha. Nenhum carregador. Esse foi o acordo. Agora? Os hotéis estão se mudando.
O Airbnb não está mais apenas consertando uma torneira com vazamento no loft de um anfitrião. Eles estão testando listagens de hotéis. Na verdade, adicionando-os aos filtros de pesquisa. Tudo começou há alguns meses. Agora é real. Você encontrará hotéis boutique em Nova York. Paris. Londres. Roma. Até Singapura. Vinte cidades para começar.
Aqui está como funciona. Procure por uma noite. Duas noites. Máx. O aplicativo aparece com sugestões de hotéis. Não há necessidade de mudar de guia. Nenhum clique extra. Você apenas obtém resultados. O Airbnb também promete uma correspondência de preços. Encontrar mais barato em outro lugar? Eles reembolsarão a diferença como créditos.
Jud Coplan, vice-presidente de marketing, vê isso claramente.
“Existem alguns exemplos de tipos de viagens para os quais um hotel é provavelmente mais adequado.”
Planos de última hora. Viagens de negócios. Aquelas rápidas paradas urbanas. Além disso, há um ângulo regulatório. Cidades como Nova York e Cingapura proíbem aluguéis de curto prazo. Os hotéis contornam essas regras. De repente, o Airbnb pode vender quartos onde antes não era legalmente possível. Inteligente. Um pouco cínico, talvez, mas inteligente.
Esta é apenas a peça de hospedagem. Eles querem a viagem inteira. No ano passado eles acrescentaram experiências. Entrega de mercearia. Capturas no aeroporto. O verão traz armazenamento de bagagem em mais de 15,00 vagas. O aluguel de carros também se junta ao clube neste verão. É convergência. Uber reserva hotéis agora. Airbnb aluga carros. A linha entre carona e planejamento de férias desapareceu. Todo mundo quer aquele único aplicativo. Aquele que contém todo o seu itinerário.
Guias locais também estão chegando. Três mil marcos recebem tratamento VIP. Outros 2.500 são experiências gastronômicas. Parece um tiro direto na Viator e no GetYourGuide. A competição impulsiona a qualidade. Geralmente.
O próprio aplicativo está mudando de forma. A página inicial mistura tudo agora. Fica. Experiências. Serviços. É barulhento, mas flexível. As guias permanecem para os puristas. Quem ainda os quer?
Nenhum programa de fidelidade por nome ainda. Apenas créditos. Reserve um carro. Receba o dinheiro de volta. Reserve um hotel. Economize até 15%. Parece um lançamento suave. Um teste para saber se ficaremos parados se os pontos se acumularem.
Mas onde está a inteligência artificial?
Outras marcas de viagens criaram chatbots para planejamento de viagens. O Airbnb ficou de fora. Brian Chesky, seu CEO, acha que um chatbot é um péssimo agente de viagens. Talvez ele esteja certo. Digitar “planear a minha semana em Lisboa” numa caixa de texto é algo solitário.
IA não está faltando. Está apenas se escondendo.
Para anfitriões. O software preenche os detalhes da listagem se você inserir o endereço. Criação mais fácil significa mais oferta. Para convidados. Os comentários são marcados. Procure por “familiar”. Evite o barulho do vizinho barulhento ao lado. Comparar propriedades na sua lista de desejos? Um resumo da IA informa qual deles vence.
O atendimento ao cliente é a grande aposta. O bot de IA foi lançado nos EUA no ano passado. Ele já lida com 40% das consultas. Agora fala onze idiomas. Cartões interativos aparecem para atualizar viagens. Resolva problemas sem segurar um humano. Ainda este ano, a voz AI se junta. Você liga. Você fala com uma máquina. Está acontecendo.
Então aqui estamos. Hotéis. Aluguel de carros. Entrega de mercearia. A IA faz o trabalho pesado enquanto os humanos vagam. Parece menos um mercado de aluguel. Mais como um utilitário.
Alguém ainda quer o estranho contato visual de entregar dinheiro a um anfitrião pela janela? Talvez. Ou talvez todos nós tenhamos aceitado que a conveniência tem um custo. Um que inclua mais hotéis em um aplicativo destinado a bani-los.
